Quando a criança está passando por algum descontrole emocional, a mãe também está, na maioria das vezes. Afinal de contas, lidar com alguém que está tendo uma crise é sempre desafiador.⠀

Naquele momento, ela precisa dar conta de acalmar a criança, lidar com seus próprios sentimentos conflitantes e lembrar tudo o que aprendeu, para passar por aquilo sem repetir a educação que recebeu. Não é fácil.⠀

Se a situação for pública, a coisa só piora: a mãe terá que ouvir opiniões alheias, encarar olhares reprovadores, dar satisfações sobre o que está acontecendo.⠀

Quando a gente presencia uma cena dessas e somos próximos das pessoas envolvidas nossa vontade é ajudar, normalmente. E fazemos isso geralmente falando com a criança. Por que não falar com a mãe?⠀

Ao falar com a criança, você interrompe a ação da mãe. Nós temos boa intenção ao fazer isso, mas essa postura, muitas vezes, só faz com que a mãe fique mais irritada e se sinta culpada por não estar lidando com a situação.

Acolha a mãe

-“Que difícil. Você deve estar muito nervosa. Vem cá respirar um pouco”.⠀
-“Eu sei o que você está sentindo. Não é fácil”.⠀
-“Você está lidando com isso muito bem”.⠀

É claro que você também pode falar com a criança. Mas acolhe primeiro a mãe. Cuide para não tirá-la do centro da ação. Apenas a apoie. Ela sabe o que fazer. O bom e velho silêncio acolhedor também é uma excelente opção aqui. Só não vale mesmo é tratar a mãe como se ela fosse incapaz e você fosse o semi desconhecido que sabe mais do que ela.

fonte: institutoteapoio